Enfim, eu e a vida assinamos o tão esperado armistício, após décadas de visceral estranhamento, de incompreensão e ressentimentos recíprocos. Agora, seguimos na mesma direção (até uma nova encruzilhada fazer com que optemos, outra vez, por caminhos diversos...). Ambos nos transformamos, evoluímos, aprendemos a ceder para saudavelmente conviver, mas sempre mantendo nossas identidades profundas. Restabelecida a parceria, caminhamos nesta promissora estrada rumo ao futuro. Agora a vida é uma força benigna, que me impele adiante. Eu também me tornei uma força benigna na vida, e cultivo a generosidade com ações e palavras.
Antes, eu e a vida estivemos, quase sempre, em desacordo. Eu era arrogante, vaidoso, imaturo; ela era exígua, mesquinha, cruel. Tentávamos nos impor, nos sobrepor um ao outro. Eu não a compreendia bem, esperava dela coisas que ela não me podia oferecer; ela alimentava preconceitos e desconfianças em relação a mim, injustamente. Isto ocorreu porque temos convicções fortemente arraigadas, e muitas delas não se coadunam, na verdade, se chocam, irradiando energia potencialmente devastadora, energia esta que eu soube inteligentemente canalizar para fins profícuos e benfazejos.
Vivenciando tanto tempo este conflito acabei aprendendo algo importante, embora contraintuitivo: nem sempre estar em oposição à vida significa murchar ou padecer. Às vezes, ocorre o inverso: nesse embate existencial entre a personalidade de um e a realidade de todos, mergulhamos mais fundo em nós mesmos para descobrirmos quem realmente somos, o que realmente queremos, o quanto podemos; rompemos com estruturas petrificadas, superamos pensamentos antiquados; inconformados, imaginamos novas formas de estar no mundo; acostumamo-nos à condições de vida mais austeras; tornamo-nos mais sensíveis às revoluções que acontecem em nosso íntimo e àquelas que acontecem ao nosso redor. Foi quando estive em oposição à vida que me inventei os sonhos mais lindos e sempre em oposição à vida os mimei e alimentei para agora os ver frutificar, cheios de glória.
Às vezes, estar em demasiada sintonia com a vida, receber suas bênçãos e afagos, pode nos desviar do caminho almejado, corromper nossos ideais, amolecer nossos músculos, enfraquecer nosso caráter, pode fazer com que fiquemos satisfeitos demais, sossegados demais, apaziguados demais, quando o assombro, a dúvida, o desassossego são peças fundamentais para a tarefa de produzirmos nossa história tal como realmente a queremos (e é fundamental que o façamos)!
sexta-feira, 29 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
CALMARIA, por Tádzio Nanan
Inesperada -e bem-vinda- calmaria...
Já quase esqueço das tempestades que me fizeram companhia anos a fio e alimentaram cotidianamente meu desassossego.
Estranhas sensações florescem em mim agora: apaziguamento, entendimento, satisfação! Eu que tenho vivido limitado às ruínas de um conflito emocional que semeou confusão e perplexidade em minha vida.
Súbito, as tormentosas vagas da dúvida desembocam num plácido lago, e minha alma se serena. Antigas feridas cicatrizam. Longevas dores são aposentadas. Meus pensamentos amanhecem, iluminam-se. Meus olhos voltam a mirar o céu, esperançosamente.
É uma paz selada entre minhas facções. Aquele embate íntimo perde sentido, é esvaziado em suas causas, não encontra mais razão de existir. Como se finalmente eu me conquistasse por inteiro, fincasse bandeira em cada parte do meu ser, dominasse meus demônios, expulsasse para longe os odiosos exércitos da minha metade negra, do meu anjo contrário.
As fantasmagóricas sombras do passado não me amedrontam mais. Pus o passado no limbo da memória, enterrei-o em auspiciosa e festiva cerimônia. Agora só cultivo as boas lembranças, que me impelem ao futuro. Por muito tempo o passado regeu minha existência, me torturou, me prolongou as noites, mas agora ele não me alcança, o que o fez definhar, pois não se nutre mais da minha alma, da minha carne, do meu sangue.
Devido a esta revolução pessoal (o advento da supracitada calmaria), não me reconheço mais nas palavras dantes escritas, ou nos sonhos de outrora. Aquela personagem desapareceu na cinza das horas, submergiu no mar do tempo, perdeu-se na insignificância das coisas superadas. Tornei-me outro, renasci. Transfiguração repentina mas profunda. Irreversível?
Agora, o mundo se revela -encantador e instigante- ante meus olhos... Quantas formas, cores, sons, caminhos, possibilidades! Ele sempre esteve lá, mas as brumas da dor e do medo o escondiam de mim -e pensar que quase me resignei, quase o renunciei!
Insuperável beleza: o despertar de longa, exaustiva e invernal ausência...
Já quase esqueço das tempestades que me fizeram companhia anos a fio e alimentaram cotidianamente meu desassossego.
Estranhas sensações florescem em mim agora: apaziguamento, entendimento, satisfação! Eu que tenho vivido limitado às ruínas de um conflito emocional que semeou confusão e perplexidade em minha vida.
Súbito, as tormentosas vagas da dúvida desembocam num plácido lago, e minha alma se serena. Antigas feridas cicatrizam. Longevas dores são aposentadas. Meus pensamentos amanhecem, iluminam-se. Meus olhos voltam a mirar o céu, esperançosamente.
É uma paz selada entre minhas facções. Aquele embate íntimo perde sentido, é esvaziado em suas causas, não encontra mais razão de existir. Como se finalmente eu me conquistasse por inteiro, fincasse bandeira em cada parte do meu ser, dominasse meus demônios, expulsasse para longe os odiosos exércitos da minha metade negra, do meu anjo contrário.
As fantasmagóricas sombras do passado não me amedrontam mais. Pus o passado no limbo da memória, enterrei-o em auspiciosa e festiva cerimônia. Agora só cultivo as boas lembranças, que me impelem ao futuro. Por muito tempo o passado regeu minha existência, me torturou, me prolongou as noites, mas agora ele não me alcança, o que o fez definhar, pois não se nutre mais da minha alma, da minha carne, do meu sangue.
Devido a esta revolução pessoal (o advento da supracitada calmaria), não me reconheço mais nas palavras dantes escritas, ou nos sonhos de outrora. Aquela personagem desapareceu na cinza das horas, submergiu no mar do tempo, perdeu-se na insignificância das coisas superadas. Tornei-me outro, renasci. Transfiguração repentina mas profunda. Irreversível?
Agora, o mundo se revela -encantador e instigante- ante meus olhos... Quantas formas, cores, sons, caminhos, possibilidades! Ele sempre esteve lá, mas as brumas da dor e do medo o escondiam de mim -e pensar que quase me resignei, quase o renunciei!
Insuperável beleza: o despertar de longa, exaustiva e invernal ausência...
domingo, 8 de março de 2015
BREVE E SINGELA HOMENAGEM NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, por Tádzio Nanan
Mulher, persevera na luta que teu sonho ainda vai se tornar realidade: vais poder aprender e amar, ser e estar no mundo com liberdade!
Persevera na luta que tua luz ainda vai brilhar de forma intensa e incontida. E ela nos servirá de norte na caminhada da vida!
Mulher, tua sensibilidade vai pavimentar a estrada do nosso porvir. E com teu digno exemplo também os homens aprenderão a servir!
Tua coragem é para nossas almas alimento vital. E, juntos, combateremos a odiosa e nefasta influência do mal!
Mulher, tua sabedoria ainda vai governar a humanidade e espargir luz em todo canto. E um mundo mais feminino é lar repleto de equidade e encanto!
Mulher, feita de amor, pelo amor, para o amor. Ajudarás a sanar nossas chagas. E nunca mais nos afogaremos em tenebrosas vagas!
Teus passos nos mostrarão o caminho para uma nova história, dias de mais justiça e amor. Os homens de bem te saúdam e caminham a teu lado rumo a tempos de invividas glória e esplendor!
Persevera na luta que tua luz ainda vai brilhar de forma intensa e incontida. E ela nos servirá de norte na caminhada da vida!
Mulher, tua sensibilidade vai pavimentar a estrada do nosso porvir. E com teu digno exemplo também os homens aprenderão a servir!
Tua coragem é para nossas almas alimento vital. E, juntos, combateremos a odiosa e nefasta influência do mal!
Mulher, tua sabedoria ainda vai governar a humanidade e espargir luz em todo canto. E um mundo mais feminino é lar repleto de equidade e encanto!
Mulher, feita de amor, pelo amor, para o amor. Ajudarás a sanar nossas chagas. E nunca mais nos afogaremos em tenebrosas vagas!
Teus passos nos mostrarão o caminho para uma nova história, dias de mais justiça e amor. Os homens de bem te saúdam e caminham a teu lado rumo a tempos de invividas glória e esplendor!
domingo, 1 de março de 2015
NATUREZA, por Tádzio Nanan
Minha natureza criativa
As coisas redefinindo
Tudo é devir, nada é findo
Assim, permanece viva
Minha natureza curiosa
Quer mistérios desvendar
Quer a profundidade do mar
Para descansar orgulhosa
Minha natureza poética
Busca beleza e harmonia
Transforma a dor em alegria
Segundo sua norma estética
Minha natureza sonhadora
Quer mudar tudo sem fazer nada
Ainda acredita em contos de fada
Está em missão civilizadora
Minha natureza resiliente
Se é traída, perdoa; se cai, não quebra
É fluida como água e dura como pedra
É polimórfica e renitente
Minha natureza contraditória
Faz, desfaz; diz, desdiz
É venturosa e infeliz
Refém da confusão sensória
Minha natureza contemplativa
Considera mas não age
Não se levanta ou reage
Recolhe-se a si, meditativa
Minha natureza crepuscular
Anoitecendo precocemente
Esclerosada e demente
Sem combater ou amar
Minha natureza descansada
Está satisfeita com o que tem
Haveres? Pode viver sem
Sua meta é ficar sossegada
Minha natureza outonal
Caindo de cima das horas
Esperando por ti que demoras
Presa a uma existência banal
As coisas redefinindo
Tudo é devir, nada é findo
Assim, permanece viva
Minha natureza curiosa
Quer mistérios desvendar
Quer a profundidade do mar
Para descansar orgulhosa
Minha natureza poética
Busca beleza e harmonia
Transforma a dor em alegria
Segundo sua norma estética
Minha natureza sonhadora
Quer mudar tudo sem fazer nada
Ainda acredita em contos de fada
Está em missão civilizadora
Minha natureza resiliente
Se é traída, perdoa; se cai, não quebra
É fluida como água e dura como pedra
É polimórfica e renitente
Minha natureza contraditória
Faz, desfaz; diz, desdiz
É venturosa e infeliz
Refém da confusão sensória
Minha natureza contemplativa
Considera mas não age
Não se levanta ou reage
Recolhe-se a si, meditativa
Minha natureza crepuscular
Anoitecendo precocemente
Esclerosada e demente
Sem combater ou amar
Minha natureza descansada
Está satisfeita com o que tem
Haveres? Pode viver sem
Sua meta é ficar sossegada
Minha natureza outonal
Caindo de cima das horas
Esperando por ti que demoras
Presa a uma existência banal
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
PALAVRA, por Tádzio Nanan
A palavra planta sentimentos:
Amores, ódios, esperanças, desilusões...
A vasta gama das nossas emoções
A palavra espalha pelos ventos!
A palavra é cheia de ambiguidade,
Pois dúbio o coração que a produz.
Espalha trevas, espalha luz,
Canta o ódio, canta a saudade!
A palavra: do homem a tradução cabal.
Revela todo nosso drama, toda nossa glória;
O que há de hediondo e sublime em nossa história;
Revela um ser dividido entre o bem e o mal!
A palavra pode revelar-se força maldita
E em nossos corações sombras espalhar.
Pode neles semear mil razões para odiar,
Enchendo nossas vidas de desdita!
A palavra tem o poder de produzir a morte
Quando alia-se às trevas, ao sórdido, ao odioso.
Pode corromper tudo o que for virtuoso,
A serviço dos que tem o ódio como norte!
Mas também enche o mundo de felicidade.
Alimenta, salva, resgata, ressuscita.
A feitos magnânimos nos incita,
Como o sonho da universal fraternidade!
Mas também enche o mundo de beleza.
É primavera que nos colore a alma,
É carinho no coração que nos acalma,
É a luz da razão em nós acesa!
Tu, emissor de significados, cuida da palavra.
Escolhe-a com generosidade, com zelo e amor.
Não faz uso dela quando refém do rancor.
Torna a paz o doce fruto da tua lavra!
sábado, 21 de fevereiro de 2015
OXÍMOROS III, por Tádzio Nanan
abcdef_g_hijklmnopqrstuvwxyz
abcd_e_fghijklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklm_n_opqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklmn_o_pqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abc_d_efghijklmnopqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklmn_o_pqrstuvwxyz
abcdefghijklmnopqrs_t_uvwxyz
_a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
*
t_uvwxyzabcdefghijklmnopqrs
i_jklmnopqrstuvwxyzabcdefgh
m_nopqrstuvwxyzabcdefghijkl
i_jklmnopqrstuvwxyzabcdefgh
d_efghijklmnopqrstuvwxyzabc
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
e_fghijklmnopqrstuvwxyzabcd
s_tuvwxyzabcdefghijklmnopqr
p_qrstuvwxyzabcdefghijklmno
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
l_mnopqrstuvwxyzabcdefghijk
h_ijklmnopqrstuvwxyzabcdefg
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
f_ghijklmnopqrstuvwxyzabcde
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
t_uvwxyzabcdefghijklmnopqrs
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
s_tuvwxyzabcdefghijklmnopqr
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
abcd_e_fghijklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklm_n_opqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklmn_o_pqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abc_d_efghijklmnopqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklmn_o_pqrstuvwxyz
abcdefghijklmnopqrs_t_uvwxyz
_a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
*
t_uvwxyzabcdefghijklmnopqrs
i_jklmnopqrstuvwxyzabcdefgh
m_nopqrstuvwxyzabcdefghijkl
i_jklmnopqrstuvwxyzabcdefgh
d_efghijklmnopqrstuvwxyzabc
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
e_fghijklmnopqrstuvwxyzabcd
s_tuvwxyzabcdefghijklmnopqr
p_qrstuvwxyzabcdefghijklmno
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
l_mnopqrstuvwxyzabcdefghijk
h_ijklmnopqrstuvwxyzabcdefg
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
f_ghijklmnopqrstuvwxyzabcde
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
t_uvwxyzabcdefghijklmnopqrs
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
s_tuvwxyzabcdefghijklmnopqr
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
OXÍMOROS II, por Tádzio Nanan
A
A
A
DA
ZA
NDA
EZA
ONDA
LEZA
IONDA
ELEZA
DIONDA
BELEZA
EDIONDA
HEDIONDA
HEDIONDA BELEZA
*
O
L
TO
EL
NTO
VEL
ENTO
ÍVEL
MENTO
ZÍVEL
IMENTO
AZÍVEL
RIMENTO
RAZÍVEL
FRIMENTO
PRAZÍVEL
OFRIMENTO
APRAZÍVEL
SOFRIMENTO
SOFRIMENTO APRAZÍVEL
MEDITAÇÃO, por Tádzio Nanan
O homem caindo vertiginosamente no abismo das próprias contradições.
Ódios e desigualdades a nos tornar dessemelhantes.
Olhamos uns para os outros e ficamos perplexos: o que será isto? De onde será que isto veio? O que será que isto quer?
Olhamo-nos no espelho e sequer nos reconhecemos mais, tão apartados que estamos da nossa forma essencial, tão deformados que estamos pela doentia ideologia da civilização do poder e do dinheiro.
Nossos medos e frustrações nos afastam mais e mais uns dos outros. Nossa raiva e ignorância nos separam mais e mais uns dos outros. E de tão separados é como se vivêssemos em mundos diferentes, ou mesmo opostos.
A religião, a economia, a política deveriam nos unir, mas só nos dividem. E precisamos delas para resolver nossos problemas comuns. Mas talvez tenhamos de reformulá-las, fazê-las funcionar de uma outra maneira, mais racional, democrática, transparente e ética.
A tecnologia, válvula de escape hodierna, é o parque de diversão de um homem egocêntrico e alienado, vidrado em algo que é parte insignificante, enquanto esquece o todo complexo e fundamental.
O que pode o gesto contra tiros e explosões?
O que pode a palavra entre surdos e brutos?
O que pode a delicadeza na civilização da força?
Não podemos concertar sem antes consertar nossas mentes e corações, nossas ideias e ideais, nossas democracias e economias.
Em meio ao caos instalado, o refúgio mais frequente é orar a um deus idiota ou comprar compulsivamente, desavergonhadamente (aqueles que podem), mas isto nada resolve. Nem para os que se dedicam a tal falaciosa tarefa, nem para o restante de nós.
Então é isso o que nos tornamos: covardes tentando nos esconder enquanto a noite se alastra e cai sobre a Terra?
Tudo está contra nós: a economia (o 1% mais rico já possui mais da metade da riqueza do mundo); a política (corrompida em sua relação espúria com o poder econômico); o clima (dois graus, ou mais, de aumento da temperatura média da Terra).
A ação é urgente, pois o homem chora, mortalmente ferido (refém de uma guerra fratricida).
Aonde isto vai parar? No agora. Paralisa, impotência, desespero, o caos no qual estamos submergidos.
Será que você começa a perceber que o modelo de civilização que criamos não atende à paz, à justiça, à sustentabilidade, à comunhão universal?
Será que você começa a perceber que é preciso sonhar com mais, ir além do que já foi feito e pensado?
A utopia talvez não existe, já a distopia... Dê uma olhada a sua volta: ela é coletiva, universal! Precisava ser desta forma? Não! Tenho certeza que existem outros caminhos a trilhar. Mas é preciso ter coragem.
Hora de reflexão e silêncio!
Ódios e desigualdades a nos tornar dessemelhantes.
Olhamos uns para os outros e ficamos perplexos: o que será isto? De onde será que isto veio? O que será que isto quer?
Olhamo-nos no espelho e sequer nos reconhecemos mais, tão apartados que estamos da nossa forma essencial, tão deformados que estamos pela doentia ideologia da civilização do poder e do dinheiro.
Nossos medos e frustrações nos afastam mais e mais uns dos outros. Nossa raiva e ignorância nos separam mais e mais uns dos outros. E de tão separados é como se vivêssemos em mundos diferentes, ou mesmo opostos.
A religião, a economia, a política deveriam nos unir, mas só nos dividem. E precisamos delas para resolver nossos problemas comuns. Mas talvez tenhamos de reformulá-las, fazê-las funcionar de uma outra maneira, mais racional, democrática, transparente e ética.
A tecnologia, válvula de escape hodierna, é o parque de diversão de um homem egocêntrico e alienado, vidrado em algo que é parte insignificante, enquanto esquece o todo complexo e fundamental.
O que pode o gesto contra tiros e explosões?
O que pode a palavra entre surdos e brutos?
O que pode a delicadeza na civilização da força?
Não podemos concertar sem antes consertar nossas mentes e corações, nossas ideias e ideais, nossas democracias e economias.
Em meio ao caos instalado, o refúgio mais frequente é orar a um deus idiota ou comprar compulsivamente, desavergonhadamente (aqueles que podem), mas isto nada resolve. Nem para os que se dedicam a tal falaciosa tarefa, nem para o restante de nós.
Então é isso o que nos tornamos: covardes tentando nos esconder enquanto a noite se alastra e cai sobre a Terra?
Tudo está contra nós: a economia (o 1% mais rico já possui mais da metade da riqueza do mundo); a política (corrompida em sua relação espúria com o poder econômico); o clima (dois graus, ou mais, de aumento da temperatura média da Terra).
A ação é urgente, pois o homem chora, mortalmente ferido (refém de uma guerra fratricida).
Aonde isto vai parar? No agora. Paralisa, impotência, desespero, o caos no qual estamos submergidos.
Será que você começa a perceber que o modelo de civilização que criamos não atende à paz, à justiça, à sustentabilidade, à comunhão universal?
Será que você começa a perceber que é preciso sonhar com mais, ir além do que já foi feito e pensado?
A utopia talvez não existe, já a distopia... Dê uma olhada a sua volta: ela é coletiva, universal! Precisava ser desta forma? Não! Tenho certeza que existem outros caminhos a trilhar. Mas é preciso ter coragem.
Hora de reflexão e silêncio!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
OXÍMOROS, por Tádzio Nanan
TPEARCRIOFRIISSTTAA
TEARCRIOFRIISSTTAA
P
TERCRIOFRIISSTTAA
PA
TERRIOFRIISSTTAA
PAC
TERROFRIISSTTAA
PACI
TERRORIISSTTAA
PACIF
TERRORISSTTAA
PACIFI
TERRORISTTAA
PACIFIS
TERRORISTAA
PACIFIST
TERRORISTA
PACIFISTA
*
EDXETMROECMRIASTTAA
EXETMROECMRIASTTAA
D
EXTMROECMRIASTTAA
DE
EXTROECMRIASTTAA
DEM
EXTRECMRIASTTAA
DEMO
EXTREMRIASTTAA
DEMOC
EXTREMIASTTAA
DEMOCR
EXTREMISTTAA
DEMOCRA
EXTREMISTAA
DEMOCRAT
EXTREMISTA
DEMOCRATAdomingo, 15 de fevereiro de 2015
RELAÇÃO, por Tádzio Nanan
Encher-te-ei de ósculos
Pois tua a alma atrás destes óculos
Encher-te-ei de abraços
E só seguirei teus passos
Encher-te-ei de calor
Com a sede do meu amor
Encher-te-ei de poesia
No raiar de outro dia
Encher-te-ei de luz
E nem lembrarás da cruz
Encher-te-ei o coração
No altar da adoração
E...
Matar-te-ei de tédio
Com a constância do meu assédio
Matar-te-ei de pena
Ao aprontar uma cena
Matar-te-ei de loucura
Ao te deixar insegura
Matar-te-ei de medo
Ao te tornar meu brinquedo
Matar-te-ei de dor
Quando descobrires quem sou
Matar-te-ei de drama
Quando eu deitar noutra cama!
Pois tua a alma atrás destes óculos
Encher-te-ei de abraços
E só seguirei teus passos
Encher-te-ei de calor
Com a sede do meu amor
Encher-te-ei de poesia
No raiar de outro dia
Encher-te-ei de luz
E nem lembrarás da cruz
Encher-te-ei o coração
No altar da adoração
E...
Matar-te-ei de tédio
Com a constância do meu assédio
Matar-te-ei de pena
Ao aprontar uma cena
Matar-te-ei de loucura
Ao te deixar insegura
Matar-te-ei de medo
Ao te tornar meu brinquedo
Matar-te-ei de dor
Quando descobrires quem sou
Matar-te-ei de drama
Quando eu deitar noutra cama!
sábado, 14 de fevereiro de 2015
EU NO MUNDO, O MUNDO EM MIM, por Tádzio Nanan
1)EU NO MUNDO
Reflito sobre eu no mundo
Entre nós abismo se abriu
Um distanciamento profundo,
Irreversível nos atingiu
Solitária é minha jornada
Sem glória, sem arrebatamento
Às vezes, os dias não trazem nada
Só mais um pouco de esquecimento
Silenciosamente, cumpro minha sorte
Nada ouço (nada me dizem!), nada digo
Todo esse silêncio se parece com a morte
No entanto, sublimando a dor, prossigo
Medrosamente pelo mundo passo
Sem alçar voo, sem acreditar no sonho
Tudo o que queria fazer, não faço
E de tempo já nem disponho
(...)
*
2)O MUNDO EM MIM
Reflito sobre o mundo em mim
Meu motivo, minha paixão
Toda manhã digo-lhe sim
E entrego-lhe meu coração
Seus fatos repercutem em minha mente
Cataclismos de ódio, vendavais de amor
Arde em mim o que cada homem sente
Gargalho sua alegria, pranteio sua dor
Arrebata-me a alma sua deslumbrante beleza
É tanta ousadia, inteligência, imaginação
É tanta luz concentrada, tanta delicadeza
Esteja na natureza ou na civilização
Sua complexidade me entontece
Mas persistentemente tento decifrá-lo
Vejo e ouço tudo o que nele acontece
E nem por um instante deixo de amá-lo!
Reflito sobre eu no mundo
Entre nós abismo se abriu
Um distanciamento profundo,
Irreversível nos atingiu
Solitária é minha jornada
Sem glória, sem arrebatamento
Às vezes, os dias não trazem nada
Só mais um pouco de esquecimento
Silenciosamente, cumpro minha sorte
Nada ouço (nada me dizem!), nada digo
Todo esse silêncio se parece com a morte
No entanto, sublimando a dor, prossigo
Medrosamente pelo mundo passo
Sem alçar voo, sem acreditar no sonho
Tudo o que queria fazer, não faço
E de tempo já nem disponho
(...)
*
2)O MUNDO EM MIM
Reflito sobre o mundo em mim
Meu motivo, minha paixão
Toda manhã digo-lhe sim
E entrego-lhe meu coração
Seus fatos repercutem em minha mente
Cataclismos de ódio, vendavais de amor
Arde em mim o que cada homem sente
Gargalho sua alegria, pranteio sua dor
Arrebata-me a alma sua deslumbrante beleza
É tanta ousadia, inteligência, imaginação
É tanta luz concentrada, tanta delicadeza
Esteja na natureza ou na civilização
Sua complexidade me entontece
Mas persistentemente tento decifrá-lo
Vejo e ouço tudo o que nele acontece
E nem por um instante deixo de amá-lo!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
A VIAJANTE - DEDICADO A CAROLINA NANAN, por Tádzio Nanan
A viajante irradia luz como a capital francesa
A todos encanta com sua sabedoria e beleza
A viajante é cosmopolita como a capital teutônica
Versada em filosofia e línguas, é uma figura icônica
A viajante tem a perenidade da histórica Roma
É eterna em nossos corações, a quem a gente mais ama
A viajante é altiva como a mediterrânea capital catalã
Pois conhece seus méritos, a briosa Ana Carolina Nanan
Traz em si todo o charme e sabedoria do velho mundo
Como ele, possui ideais e sentimentos profundos
Ela pertence àquelas praças, museus, àquela efervescente atmosfera
E eles também sempre estiveram destinados a ela
Ela pertence àquela magia, ao sonho de união na diversidade
E enquanto ela viaja na história ficamos cá chorando a saudade
A viajante já é parte da paisagem europeia, poética e erudita (assim como ela)
E com seu sorriso torna a paisagem de lá ainda mais bonita!
domingo, 8 de fevereiro de 2015
ANEDOTA NIILISTA, por Tádzio Nanan
Andava procurando desesperadamente pela Verdade quando me deparei com Deus. Aceitei-O sem questionamentos, tomei-O como a um remédio. Fui feliz neste casamento imaginário até me dar conta de que a Verdade não poderia ser algo tão opaco, silente, incognoscível. A Verdade tem de ser reluzente como um dia ensolarado, barulhenta como as cidades, autoexplicativa como um beijo na boca.
Então recomecei minha busca. Desta vez, deparei-me com a ciência. Mas a Verdade não poderia ser algo tão evanescente, fugaz. Sem falar que a ciência explica mas não traduz, trata dos comos mas não dos porquês. Fica faltando o sentido das coisas, que é o que nos interessa emocionalmente falando.
Uma nova busca, um novo achado: a filosofia. Não... Hermética e pretensiosa!
E quanto à beleza? Mesquinha, competitiva, superficial...
E quanto ao amor? Alienado, egoísta, tendencioso...
O bem? A Verdade não poderia ser algo que não é comum a todos os homens.
O real, a realidade? Algo que cada um interpreta de uma forma peculiar e sempre diferente não pode ser a Verdade...
Então a sabedoria deve ser! Mas a sabedoria despreza erros e desejos, ignorando que eles são a força motriz da existência humana...
Até que intui que a Verdade (com V maiúsculo) não existe. Palavrinha de sentido nebuloso cuja missão é transtornar nossa inteligência, torturar nossas emoções. Vetusta ideia espalhando confusão e desentendimentos entre os humanos, já tão propensos a elas.
Desde então, muito me interessam as verdades com v minúsculo, as pequenas verdades, como, por exemplo, as deliciosas mentiras que perpetramos uns contra os outros cotidianamente (tão bem contadas que, às vezes, nós mesmos acreditamos nelas!)...
Então recomecei minha busca. Desta vez, deparei-me com a ciência. Mas a Verdade não poderia ser algo tão evanescente, fugaz. Sem falar que a ciência explica mas não traduz, trata dos comos mas não dos porquês. Fica faltando o sentido das coisas, que é o que nos interessa emocionalmente falando.
Uma nova busca, um novo achado: a filosofia. Não... Hermética e pretensiosa!
E quanto à beleza? Mesquinha, competitiva, superficial...
E quanto ao amor? Alienado, egoísta, tendencioso...
O bem? A Verdade não poderia ser algo que não é comum a todos os homens.
O real, a realidade? Algo que cada um interpreta de uma forma peculiar e sempre diferente não pode ser a Verdade...
Então a sabedoria deve ser! Mas a sabedoria despreza erros e desejos, ignorando que eles são a força motriz da existência humana...
Até que intui que a Verdade (com V maiúsculo) não existe. Palavrinha de sentido nebuloso cuja missão é transtornar nossa inteligência, torturar nossas emoções. Vetusta ideia espalhando confusão e desentendimentos entre os humanos, já tão propensos a elas.
Desde então, muito me interessam as verdades com v minúsculo, as pequenas verdades, como, por exemplo, as deliciosas mentiras que perpetramos uns contra os outros cotidianamente (tão bem contadas que, às vezes, nós mesmos acreditamos nelas!)...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
DO NOT GO THERE... OR GO!, por Tádzio Nanan
I strongly believe in my ideals, but, darling, my ideals are skepticism, addiction and sin. In other words, I strongly believe in disobedience!
I strongly believe in my feelings, but, darling, my feelings are wild and dangerous. In other words, I strongly believe in chaos!
I strongly believe in my heart, but, darling, my heart is promiscuous and unfaithful. In other words, I strongly believe in licentiousness!
I strongly believe in my mind, but, darling, my mind creates the truths I believe. Forget me! Try an ordinary guy!
I strongly believe in my soul, but, darling, my soul is very deep and you do not have wings to a soft landing! So take my advice: do not go there, you can lose yourself on this journey!
You better believe me... Or not!
I strongly believe in my feelings, but, darling, my feelings are wild and dangerous. In other words, I strongly believe in chaos!
I strongly believe in my heart, but, darling, my heart is promiscuous and unfaithful. In other words, I strongly believe in licentiousness!
I strongly believe in my mind, but, darling, my mind creates the truths I believe. Forget me! Try an ordinary guy!
I strongly believe in my soul, but, darling, my soul is very deep and you do not have wings to a soft landing! So take my advice: do not go there, you can lose yourself on this journey!
You better believe me... Or not!
domingo, 1 de fevereiro de 2015
MELHORES FILMES VISTOS EM 2014, por Tádzio Nanan
De olhos bem
fechados
O grande
Gatsby
A caça
Antes da
meia-noite
As sessões
Coisa mais
linda – histórias e casos da Bossa Nova
Thor – mundo
sombrio
É o fim
Gravidade
O lado bom
da vida
Um tiro na
noite
Repulsa ao
sexo
Acossado
Terra em
transe
O dragão da
maldade contra o santo guerreiro
Veludo azul
Azul é a cor
mais quente
O capital
Rush – no limite
da emoção
Ninfomaníaca
I e II
O lobo de
Wall Street
Vidas
amargas
Juventude transviada
Assim caminha
a humanidade
Jovem e bela
Capitão Phillips
Blue Jasmine
12 anos de
escravidão
Clube de
compras Dallas
Invocação do
mal
Ela
Trapaça
Álbum de
família
Até o fim
Sob a pele
O lobo atrás
da porta
O grande
hotel Budapeste
Tim Maia
Balada de um
homem comum
A história
oficial
Noites de
Cabíria
Z
A grande
beleza
Garota exemplar
sábado, 31 de janeiro de 2015
I DO NOT BELIEVE, BUT..., por Tádzio Nanan
I do not believe in god, but I believe in those who have true faith.
I do not believe in utopia, but I believe in those who strive to improve things every day.
I do not believe in love, but I believe in those who love unconditionally.
I do not believe in peace, but I believe in the goodwill of people.
I do not believe in democracy, but I believe in the freedom of speech, in the debate.
I do not believe in the future, but I firmly believe in the new generations.
I do not believe in salvation, but I believe in saving others.
I do not believe in happiness, but I believe in wide smiles and bright eyes.
I do not believe in me, but I believe in my fellow man.
I do not believe in utopia, but I believe in those who strive to improve things every day.
I do not believe in love, but I believe in those who love unconditionally.
I do not believe in peace, but I believe in the goodwill of people.
I do not believe in democracy, but I believe in the freedom of speech, in the debate.
I do not believe in the future, but I firmly believe in the new generations.
I do not believe in salvation, but I believe in saving others.
I do not believe in happiness, but I believe in wide smiles and bright eyes.
I do not believe in me, but I believe in my fellow man.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
HUMANIDADE!, por Tádzio Nanan
Tudo caminha decididamente... Para trás!
Quanto mais concertamos, mais longe da paz!
De dias temerários caem noites repletas de voracidade!
Assim os homens se relacionam: com demencial periculosidade!
O tempo transcorreu e não evoluímos moralmente!
As instituições que criamos, lar de facínoras impenitentes!
Ele continua uma ideia fixa em nossa mente primitiva!
A religião, seu rastro de sangue, suas verdades elusivas...
Cada qual crê ser o centro do eterno infinito!
Desconhece o semelhante, não ouve seu grito!
Cada qual crê que sua verdade é a verdade universal!
E pensando fazer o bem espalha e aprofunda o mal!
Com a mesma origem, mas radicalmente divididos!
Por ódios e preconceitos hediondos carcomidos!
Nosso futuro parece uma inescapável regressão ao passado!
E se temos uma chance é ouvir aos alertas desesperados!
Minha intuição diz que o porvir revelará triste surpresa:
A tecnologia não nos libertará; seremos sua presa!
E como fera que é, segue seu instinto irrefreável,
E o destino da humanidade não nos será agradável!
Assim nossa história termina: a noite cai, hora de dormir!
E nesse instante só os loucos e profetas poderão rir!
Quanto mais concertamos, mais longe da paz!
De dias temerários caem noites repletas de voracidade!
Assim os homens se relacionam: com demencial periculosidade!
O tempo transcorreu e não evoluímos moralmente!
As instituições que criamos, lar de facínoras impenitentes!
Ele continua uma ideia fixa em nossa mente primitiva!
A religião, seu rastro de sangue, suas verdades elusivas...
Cada qual crê ser o centro do eterno infinito!
Desconhece o semelhante, não ouve seu grito!
Cada qual crê que sua verdade é a verdade universal!
E pensando fazer o bem espalha e aprofunda o mal!
Com a mesma origem, mas radicalmente divididos!
Por ódios e preconceitos hediondos carcomidos!
Nosso futuro parece uma inescapável regressão ao passado!
E se temos uma chance é ouvir aos alertas desesperados!
Minha intuição diz que o porvir revelará triste surpresa:
A tecnologia não nos libertará; seremos sua presa!
E como fera que é, segue seu instinto irrefreável,
E o destino da humanidade não nos será agradável!
Assim nossa história termina: a noite cai, hora de dormir!
E nesse instante só os loucos e profetas poderão rir!
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
ONLY OVER MY DEAD BODY!, por Tádzio Nanan
I was left to die in the desert of my loneliness.
But I have faith I will find the path to the fullness.
Being the opposite of myself, my existential condition.
But I'm willing to face and overcome my inner confusion.
The more I search the more I get lost.
But somehow I know I'll find what I want, no matter how long it takes, no matter how much it costs.
Be misunderstood in my actions, in my words is my particular pain.
But I can feel in my heart that my efforts will not be in vain.
Jealous people try to bring me down, overshadow my light.
But make no mistake: I will never give up this fight.
Surrender? Only over my dead body!
Step by step I´ll reach the gates of Glory!
But I have faith I will find the path to the fullness.
Being the opposite of myself, my existential condition.
But I'm willing to face and overcome my inner confusion.
The more I search the more I get lost.
But somehow I know I'll find what I want, no matter how long it takes, no matter how much it costs.
Be misunderstood in my actions, in my words is my particular pain.
But I can feel in my heart that my efforts will not be in vain.
Jealous people try to bring me down, overshadow my light.
But make no mistake: I will never give up this fight.
Surrender? Only over my dead body!
Step by step I´ll reach the gates of Glory!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
DO NOT FOOL YOURSELF, by Tádzio Nanan
You´re not so marvelous
You´re not so generous
You´re not so powerful
You´re not so beautiful
You´re not so memorable
You´re not so capable
You´re not so healthy
You´re not so wealthy
You´re not a gift
You´re not the shift
You´re not his/her dream
You´re not what you seem
You´re not so conscious
You´re not so gracious
You´re not so smart
Nor the most important part
You´re not so fair
Nor the escape from despair
You´re not so divine
Nor delicious like wine
You´re not the best
You failed the test
You´re not so helpful
Sometimes you´re dreadful
You´re not the solution
Frequently you increase the confusion
You´re not the example
(We don´t need another temple)
You´re not the future
You don´t have enough culture
You´re not the exit
You don´t have the courage to face it
You´re not the light
You´re crazy to fight
You´re not an unanimity
You even make charity
You´re not the cure
(Sometimes you´re very obscure)
But relax: at least, you are better than me!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
I WISH YOU, by Tádzio Nanan
I wish
you...
Much
knowledge and ridiculous superstitions
Great
wisdom and irrepressible desires
A
comforting silence and the drums of war
Temperance
and greed
Sense and
insanity
I wish
you...
The lights
of morning and the shadows of the night
The truth
and everyday lies
Forgiveness
and revenge
Friendship
and loneliness
Successes
and failures
I wish
you...
The
ordinary life and the most beautiful dreams
Tradition
and the freest imagination
Respect for
the law and transgression
Words of
love and acts of hate
A handshake
and a low blow
Because you
have to know the both sides of life.
Because you
have to fly among the clouds and fall over the precipice.
This is the
true meaning of life!
Assinar:
Postagens (Atom)